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Gestão de Pessoas09 de junho de 2026· 4 min

Presenteísmo: o custo invisível que aparece nas suas métricas de RH

Por Daniel Prado · Psicólogo do Trabalho

Toda empresa acompanha absenteísmo: faltas, atestados, afastamentos. É um número fácil de medir porque é binário — a pessoa está ou não está. O presenteísmo é o oposto: a pessoa está lá, mas rendendo uma fração do que poderia, por sobrecarga, ansiedade ou esgotamento.

Presenteísmo é o oposto: a pessoa está lá, mas rendendo uma fração do que poderia.

Estudos internacionais estimam que o custo do presenteísmo para as empresas supera o do absenteísmo — simplesmente porque ele é muito mais frequente e muito mais difícil de perceber sem instrumento adequado.

Por que ele fica invisível

Indicadores tradicionais de RH — turnover, horas extras, avaliação de desempenho — captam o problema tarde demais, quando ele já virou pedido de demissão ou queda mensurável de produtividade. O que falta é um sinal antecipado, específico o suficiente para apontar causa, não só sintoma.

É exatamente isso que uma avaliação de risco psicossocial estruturada por setor entrega: não "o time está desmotivado", mas "o setor X reporta exigência emocional acima do limite, especificamente ligada a insegurança sobre o próprio cargo" — uma causa acionável, não um diagnóstico vago.

O que fazer com esse dado

Cruzar os resultados por setor com indicadores que a empresa já tem (rotatividade, horas extras, chamados ao RH) costuma revelar correlações que ajudam a priorizar onde agir primeiro — em vez de tratar bem-estar como uma iniciativa genérica aplicada igual para toda a empresa.